Postagens

A saga do "politicuzinho" neutótico - IV

Capítulo IV Com a infância atribulada e a adolescência virada num torvelinho de emoções e sensações das mais variadas, Ave Tirano ia construindo sua personalidade neutótica. Dizem as “candinhas” da época que ele adorava brincar com Papanilzom Falo de “animalzinhos” e que a brindeira durava horas a fio com os dois trancados no quarto a miar e gemer como bichos de verdade. Não se pode dar veracidade as “fofocas da candinha”, mas algumas amigas do dois jovens, daqueles tempo, juram que assistiram, sem o conscentimento deles e em total anonimato, umas das vezes em que os dois se fizeram de bichos e deitaram brincadeira fechados no quarto de Cudeiflor Mimosa, que naquele dia tinha viajado para a capital para uma consulta médica. Elas contam que se esconderam no sotão e por uma brecha do forro puderam assisitir a toda a brincadeira. Ficaram escandalizadas, e muito emocianadas,   como os dois se davam tão bem como bichos e como se divertiam com os instrumentos pessoais de origem natural e...

ESCLARECIMENTOS DO AUTOR

O conto “A saga do politicuzinho neutótico” é fruto da criação do autor, sendo uma novela de ficção com personagens imaginários criados pelo próprio autor para desenvolver o tema proposto. A semelhança com cidades, pessoas, acontecimentos é pura concidência não refletindo a veracidade de qualquer episódio real e não sendo responsabilidade do autor a autoassimilação de personagens fictícios por quem quer que seja, aqui ou alhures, hoje, ontem ou no futuro.   O conto leva a assinatura do escritor Marcus Ottoni, titular do blog e faz parte da sua obra literária, cujo início tem   data de 1980, em Brasília, capital do Brasil, com a publicação da coletânea poética “Os Porretas” e o livro inédito de poesias “Estórias do Brasil”.

A saga do "politicuzinho" neutótico - III

Capitulo III A infância de Ave Tirano transcorreu de forma traumática e marcou sua vida. A violência doméstica, as agressões paternas e as humilhações sofridas por sua mãe formaram um caldeirão de sentimentos confusos que fizeram do pequeno Ave Tirano um garoto marcado pelo ódio e a revolta contra tudo e todos. Assim, para amenizar seu sofrimento, Cudeiflor Mimosa optou por levar o filho para morar com parentes, afastando-o da brutalidade do pai por alguns anos. Longe da mãe e impotente para resolver aquela situação, Ave Tirano deixou-se crescer com o ódio ruminando em seu coração. Aprendeu a mentir cedo, ainda menino. E mentia para si mesmo querendo acreditar que sua família era igual a de todos os outros meninos de Zoropacity. Enganava-se diariamente sonhando acordado e dizendo para si mesmo na frente do espelho que papai e mamãe me amam e vivem em paz, alegres e felizes como todos os outros pais dos meus amigos... Repeita isso insistentemente e seguidamente que passou a acreditar...

Circulando edição 03 do O POPULAR de Ceará Mirim

Imagem

A saga do "politicuzinho" neutótico - II

Capitulo II Quando a velha rural cor de verde desbotado misturado com lama por toda parte parou na porta da casa de Cudeiflor Mimosa, seu coração acelerou e quase saiu pela boca. Sem perceber, rezou uma Ave-Maria silenciosamente enquanto seus olhos acompanhavam apreensivos o desembarque do marido, totalmente embriagado. A camisa desabotoada até o umbigo, o cinto da calça e o ziper abertos davam a nítida idéia de como fora a farra de Borborto Flantas nos últimos dois dias e nas duas noites em que passara fora de casa. Com os olhos vermelhos, babando uma gosma amarelada, com os cabelos despenteados e um sorriso demoníaco no rosto, o truculento funcionário da Canasa do Brasil começou a caminhar em direção a porta onde Cudeiflor rezava baixinho. Ela pedia para que Ave Tirano não despertasse. Pedia para que tudo fosse muito rápido e que o sono e o cansaço da farra derrubassem logo seu marido e tornasse tudo menos doloroso e angustiante. Enquanto Borborto Flantas ia se aproximando da porta...

Quem for na onda de Kassab perde o mandato

Se depender do texto aprovado em caráter terminativo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal no final do mês passado, o sonho de muitos políticos de pular para um novo partido e engrossar a fileira dos cooptados pelo governo do PT, vai dar com os burros n´água. Eles ficarão onde estão ou perderão seus mandatos e não poderão disputar a eleição municipal em 2012. De acordo com a decisão da comissão inclui na Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) regras para a fidelidade partidária que desestimula o “troca-troca” de legendas por políticos ao sabor de seus interesses pessoais. Os senadores incorporaram na legislação entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a desfiliação do partido , sem justa causa, será punida com a perda do mandato. Segundo o texto do projeto as únicas “causas justas” que preservam o mandato em caso de troca de partido são: a incorporação ou fusão do partido com outra agremiação; a mudança s...

O confronto político em 2012

O confronto entre o prefeito Antonio Peixoto e o ex-governador Geraldo Melo só não acontecerá nas eleições do próximo ano se Geraldo não tiver coragem para disputar a prefeitura de Ceará Mirim contra Peixoto. O confronto entre os dois políticos de expressão no município deverá trazer para as ruas a comparação dos governos das duas forças políticas em destaque no cenário municipal. E isso será excelente para o eleitor que, conhecendo as realizações de cada um, poderá decidir seu voto com o foco no futuro do município sem se preocupar com o retrovisor da história. A Geraldo caberá dar uma prova de gratidão ao povo de Ceará Mirim colocando-se candidato a prefeito em 2012, já que a cidade, por longos 12 anos, acreditou no ex-governador e cravou seu voto nos candidatos da família de Geraldo, a irmã Terezinha e a esposa Edinólia, dando a elas a vitória nas urnas. Mesmo com a sombra do filho, Jerônimo Melo, alimentando a rejeição da cidade ao ex-governador, a candidatura de Geraldo Melo c...