Raul Jungmann e o terrorismo brasileiro
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Ministro da Defesa,Raul Jungmann e os ministros militares |
(Marcus Ottoni – jornalista)
Assisti a gravação do debate entre o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os senadores da República em uma das comissões da Casa.Impecável na defesa das Forças Armadas, sem adentrar por qualquer posição militarista, mas reafirmando sua postura de homem público democrata e defensor da legalidade e da Constituição, o ministro não deixou nenhuma pergunta sem resposta e mostrou competência na direção do Ministério da Defesa.
Gostaria de ressaltar, em primeiro lugar a admiração, o respeito e a consideração que tenho pelo político Raul Jungmann, um dos melhores quadros do Partido Popular Socialista (PPS) ao qual sou filiado, cuja história pessoal é escrita por posições inquestionáveis em defesa dos direitos constitucionais do povo brasileiro, por uma nação mais justa, igualitária e irmanada na solidariedade e na paz.
Voltando ao debate, gostaria de pinçar um ponto que tenho interesse em especial e cuja evolução nos últimos 13 anos, durante a era lulopetista, ganhou forma, aparência e se organizou como os mais tradicionais movimentos de guerrilha do mundo, recebendo treinamento de combate urbano, armamentos de última geração e técnicas de assalto em grupo utilizadas em combates. São os grupos classificados pelos órgãos de segurança como “gangs urbanas” ou “facções do crime organizado”, com ramificações em todo o território nacional, mas com comando central no eixo Rio-São Paulo.
Independente de como são alinhados pelo governo federal, eles são uma das grandes preocupações da sociedade porque representam à quebra da legalidade e a imposição de um clima de insegurança generalizado, beirando a paranoia coletiva, o que compromete qualquer caminho legal para o rompimento das barreiras do caos econômico e político no qual o Brasil está “enfiado até o rabo”, como diria meu pai.
Essas quadrilhas urbanas proliferaram nos últimos 13 anos pela omissão do Poder Público e por encontrar nas periferias das grandes cidades o habitat ideal para suas bases de recrutamento, treinamento e formação das lideranças terroristas brasileiras, contando para isso com a importação de mercenários de outros países com experiência em guerrilhas urbanas e guerras tradicionais.
Essas quadrilhas urbanas proliferaram nos últimos 13 anos pela omissão do Poder Público e por encontrar nas periferias das grandes cidades o habitat ideal para suas bases de recrutamento, treinamento e formação das lideranças terroristas brasileiras, contando para isso com a importação de mercenários de outros países com experiência em guerrilhas urbanas e guerras tradicionais.
Originalmente nascidas nas favelas cariocas e nos guetos paulistanos, migraram para dentro dos presídios com a prisão de seus principais líderes, de onde ramificaram suas ações e criaram seus comandos estaduais quando das transferências das lideranças do crime organizado para presídios federais espalhados pelo país. Hoje eles são uma realidade incômoda para os Poderes Públicos e, a exemplo das grandes e corruptas empreiteiras brasileiras, agem corrompendo autoridades, advogados, juízes, políticos e empresários atraindo-os para o terrorismo urbano com a promessa de ganhos financeiros fáceis e oportunidades de negócio sem concorrentes, seja em empreendimentos legalizados ou no comércio de drogas.
O detalhe da fala do ministro Raul Jungmann que me chamou atenção foi quando, ao mencionar esses grupos terroristas, ele os classificou como “gangs urbanas” e ressaltou a preocupação dos órgãos de defesa (ministérios e polícias) com a possibilidade da formação de um “consórcio” entre os terroristas brasileiros, criando uma mega estrutura de terror urbano com poder bélico superior ao das forças de segurança do país e com ações orquestradas e bem organizadas como fazem os mais preparados grupos terroristas do planeta. Isso criaria o clima ideal para guerra civil com desdobramentos impensáveis e com tragédias diárias em todo o território nacional. Assim entendi a colocação de Jungmann sobre os grupos terroristas que agem no Brasil sob a alcunha de “crime organizado” ou "gangs urbanas".
Mas, além da preocupação, nada, nenhuma alternativa para tranquilizar a sociedade com relação à ação desses terroristas foi mencionada ou divulgada pelo ministro da Defesa. Acho importante registrar aqui o meu “achar” sobre tudo isso. Sem entrar em detalhes que exigiriam um conhecimento mais profundo dos subterrâneos do terrorismo brasileiro, o qual não tenho, quero apenas “levantar uma lebre” que acredito já seja alvo do pessoal da inteligência brasileira e em fase preparatória de ações repressivas por parte dos órgãos de segurança do país.
Não é segredo para ninguém, nem aqui no Brasil, nem no resto do planeta, que mercenários de diversos países veem o nosso país como um território fértil para ações “revolucionárias” de cunho criminoso com possibilidades de desestabilização política, revolta popular para a tomada do poder e a implantação dessas utopias falidas que levam a escravização de civilizações e a uma vida nababesca dos comandantes dessas aventuras.
Disponíveis no mercado negro do terror, esses mercenários tornam-se instrutores nesses grupos atraídos pela oferta de dinheiro fácil e vida de luxo enquanto adestram os terroristas do Brasil. A contratação dos mercenários passou a ser uma alternativa dos líderes do “crime organizado” presos para manter seu poder fora das cadeias e criar seu império terrorista com novos objetivos e planos de poder total no país.
O Brasil não pode se dar ao luxo de tratar “terroristas” como “gangs urbanas”, “movimentos sociais”, “crime organizado”, “facções criminosas”, etc. O que estamos vendo no dia a dia são ações de terroristas bem orquestradas com pessoal bem treinado e não uma aventura de bandidos querendo dinheiro para farras e noitadas com prostitutas nos cabarés. O terrorismo está entre nós e o Brasil precisa abrir os olhos antes que o apocalipse social se faça realidade levando o confronto bélico entre brasileiros da sociedade e os terroristas dos guetos.
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