Sugestões para tirar Temer da zona de tiro
(Marcus Ottoni – jornalista)
O processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ainda não acabou e o pior é que vem se arrastando no último ano tornando o país um republiqueta de incertezas e preocupações tanto econômicas como políticas. Isso deixa o país numa UTI constitucional que pode tanto levá-lo à morte, como curar definitivamente o mal de que padece o Brasil: politicanalhagem corruptiva institucionalizada com efeitos colaterais nos três poderes da República.
Que Temer nunca foi o desejo dos brasilianos, isso é uma verdade indiscutível. Foi, é verdade, a vontade e o desejo do pessoal da esquerdopatia nacional que viram na cooptação do PMDB uma forma de manter o controle do Congresso Nacional para as ações criminosas que o lulopetismo gerenciava com gula e prazer durante os famigerados governos Lula da Silva e Dilma Rousseff/Michel Temer. Os petistas e seus penduricalhos partidários aplaudiram a dupla presidencial, apoiaram caninamente a dupla eleitoral e votaram maciçamente na chapa Dilma/Temer, elegendo-os mandatários do Brasil e continuistas da roubalheira institucionalizada.
Fazer o quê? O Congresso Nacional que se cansou da peripatética Dilma e seus inescrupulosos auxiliares decidiu trocar de “chefe”. Constitucionalmente colocou no lugar da fanfarrona petista o maquiavélico peemedebista. E está dando no que está dando. Os ex-apaixonados por Temer (como vice-presidente) agora, como mulher traída, querem por que querem desembarca-lo da Presidência, mesmo que para isso tenham que paralisar o país e manter o Brasil numa inconsequente UTI constitucional. Nada pior do que ira de mulher traída... já dizia o bom mineiro lá das Gerais.
Mas vamos lá. Temer não poderia sair pior do que está se saindo porque não mudou nada na filosofia da “gestão pública brasileira”, mantendo o mesmo “modus operandi” dos governos que o antecedeu e daquele do qual participou como aliado, cumplice e beneficiário dos crimes cometidos pelo lulopetismo. Mudou alguns nomes no primeiro escalão, mas manteve a maioria dos partidos que ajudaram Lula e Dilma a golpear o Brasil, roubando o patrimônio do povo brasiliano e fazendo caridade internacional com o dinheiro alheio.
Também cooptou partidos adversários ao lulopetismo com a promessa de dias e práticas éticas e mais republicanas do que as dos governos petistas. Como marujos ao ouvir o cantar da sereia, ex-adversários tornaram-se cúmplices das mesmices administrativas de um presidente que veio do lulopetismo (com os votos dos petistas, comunistas do PCdoB, pedetistas, pê disso e daquilo), fazendo coro no mantra temerário de que ruim com Temer, pior sem ele.
Enquanto em Brasília os políticos brincam de “garrafão”, com uns correndo atrás do “olho cego” do outro, a sociedade brasileira vai engolindo sapo e assistindo ao macabro espetáculo em que se transformou a atividade política no país. O país permanece em estado catatônico onde tudo se transforma em caos e vai penalizando a sociedade pela falta, principalmente, de recursos para ações e programas que melhorem e beneficiem o povo brasiliano. Gerar o caos para tirar proveito político é uma ação com danos irreversíveis para a população.
Mas há uma saída, ou como gostam de dizer os especialistas e os cientistas políticos – uma luz no fim do túnel. E não é a guerra no Congresso Nacional entre “Temistas” e “anti-Temistas” para impedir que o presidente eleito junto com Dilma pelos petistas seja ou não processado pelo Supremo Tribunal Federal. Está na coragem do próprio presidente Temer em adotar medidas administrativas para mudar de vez a cara do Brasil e apaziguar a sociedade em todas suas camadas e categorias sociais.
Abaixo dez sugestões que poderiam ser transformadas em medida provisória pelo presidente Temer e colocadas em discussão e votação no Congresso Nacional agora no segundo semestre:
1) Extinção de todos os impostos no país e criação do “Imposto Único” taxando em 1 % (um por cento) todas as transações bancárias efetuadas diariamente no território nacional;
2) Redução imediata dos vencimentos de todos os servidores dos três poderes da República (incluso Ministério Público) em todos os níveis da federação ao teto de 40 mil reais (vencimentos e vantagens pessoais);
3) Redução dos benefícios de parlamentares (senadores, deputados federais e estaduais, vereadores) aos níveis de um trabalhador brasiliano conforme a legislação trabalhista em vigor no país;
4) Extinção das aposentadorias e benefícios para ex-presidente da República e ex-governador de Estado;
5) Convocação de eleições gerais (presidente, senador, deputado federal, governador, deputado estadual, prefeito e vereador) para o ano de 2018 com voto facultativo, eliminando definitivamente a realização de eleições de dois em dois anos;
6) Declaração de “Estado de Defesa” na área de segurança pública em todo território nacional, enquadrando as facções criminosas em ação no país como “organizações terroristas”;
7) Cobrança judiciária de todos os devedores de bancos estatais: empresas privadas nacionais e internacionais, órgãos públicos nacionais e internacionais;
8) Estatização de todas as escolas e universidades particulares em atividade no país;
9) Alteração do nome de República Federativa do Brasil para República Democrática do Brasil e a criação das “Regiões Democráticas” composta pelos estados regionais com autonomia em sua estrutura administrativa e política;
10) Elaboração de projetos modelos simplificados para obras públicas construídas em todo território nacional.
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