Limpar as cidades do lixo do terror antes que a sociedade seja destruída


               Este não é apenas um traficante de drogas incomodado em sua zona de conforto

(Marcus Ottoni – jornalista)
  Seria hilário, se não fosse trágico, o discurso de certas autoridades da República quando tocam no assunto segurança pública e a insegurança generalizada que aterroriza a sociedade brasileira em todos os estados da federação. Inocentes e ingênuos eles não são. Cínicos sim, eles são e não fazem questão de esconder da população o deboche e o descaso com a segurança pública que a cada novo dia amplia a sensação de insegurança e aumenta as ações criminosas que são alvo do noticiário em todos os jornais e mídias do país.
  O Rio de Janeiro há muito vem sendo alvo de disputa entre marginais que lutam por mais espaços para suas ações criminosas e ganham destaque pela ousadia e orquestração dos crimes contra a sociedade carioca. Não apenas no Rio de Janeiro, mas em quase todo o território nacional, principalmente nos estados onde estão encravados presídios federais que hospedam chefes do tráfico de drogas e armas.

  O que não consigo compreender é a omissão das nossas autoridades para um problema que não está restrito, e não é somente isso, ao comércio de entorpecentes nas periferias das capitais e em muitas cidades do interior, principalmente em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. São ações bem planejadas e coordenadas de forma a não cometer erros e a obter sucesso nos empreendimentos criminosos. São omissos não por falta de informação, mas pela cegueira voluntária sobre um problema que cresce e aterroriza a sociedade sem que nenhuma solução definitiva seja adotada.
  Ao analisar as imagens, áudios e postagens diversas que esses criminosos divulgam nas redes sociais e que em alguns casos são ecoadas pela grande imprensa, tem-se a exata dimensão da grande dor de cabeça que fugiu do campo das facções criminosas, como gosta de apelidar esses grupos o ministro da Defesa, para entrar na seara dos grupos terroristas em atuação no mundo. Não há como não enquadrar esses criminosos de outra forma a não ser como terroristas ativistas de grupos altamente perigosos e muito bem treinados e com potencial bélico digno de uma Al- Qaeda, Talibã, Estado Islâmico, Farc, etc.
  Não dá para pensar que são favelados indignados com o bolsão de miséria em que estão aprisionado nas grandes cidades, ou que a falta de estudo dos moradores da periferia ou das comunidades dos morros os levaram para o crime como compensação pela falta de políticas públicas que os igualem aos “brancos da Casa Grande” ou aos burgueses do asfalto. Tudo falacioso e demagógico. Uma cortina de fumaça que consome tempo, dinheiro e a esperança da sociedade por um país mais justo, igualitário e soberano.

  Ao longo dos últimos 14 anos a capacitação para o crime ganhou status de heroísmo e os exércitos dos terroristas brasileiros foram assumindo posições mais influentes no cenário nacional, instrumentalizando leis de auto proteção, salvaguardas institucionais, impunidades infanto-juvenis e cumplicidade de organismos da República e benefícios legais desviados dos cidadãos de bem e das famílias ordeiras e trabalhadoras do Brasil.
  Essa capacitação veio com a abertura das fronteiras para imigrantes e observadores de países onde a ditadura do autoritarismo e do nazi-fascismo impera sem qualquer perturbação da ordem imposta e das penas imputadas a quem contesta o regime comunista de viés leninista/marxista. Vieram e encontraram o solo fértil para a cultura terrorista da guerra urbana com o foco no Poder Central, para mantê-lo como era quando aqui chegaram ou toma-lo por meio das armas e da divisão da nação, depois de perder o Poder.
  Não há como dizer que pessoas que carregam armamento pesado, de guerra, são apenas e tão somente traficantes de drogas que querem mais um moro, uma rua, uma esquina, uma comunidade para vender mais maconha, cocaína, crack etc. É absurdo acreditar que uma pessoa que faz um discurso de ódio contra a Justiça brasileira, incentivando outras pessoas e outros grupos de pessoas a derramar o sangue do povo brasileiro porque um criminoso contumaz foi condenado e deve cumprir pena num presídio federal, é um traficante incomodado em sua zona de conforto. É como acreditar em Papai Noel, coelho da Páscoa, Mula sem cabeça e vai por ai.
  Mas não é isso não. A verdade é que não há no Brasil, nesse momento, alguém com coragem suficiente para dar um basta nesse desarrumado social-urbano e limpar as cidades dos terroristas que se fantasiam de facção criminosa para não serem enquadrados na Lei de Segurança Nacional ou tratados como o mundo civilizado trata as hordas terroristas em atividades no planeta.

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